Saiba mais sobre o GolBol.

O goalball é uma modalidade esportiva desenvolvida especificamente para pessoas com deficiência visual. É baseado nas percepções auditivas e táteis, como também na orientação espacial. Caracteriza-se como uma atividade dinâmica, interessante e especial. São três jogadores em cada equipe, que lançam a bola, rolando no piso da quadra, para tentar fazer o gol. A outra equipe tenta impedir o gol com os três jogadores deitando-se no piso para realizar a defesa da bola lançada pelo adversário e, assim, a disputa segue em duas etapas; vence o jogo a equipe que conseguir o maior número de gols. O silêncio dos praticantes e espectadores é extremamente importante para o bom andamento da partida. O controle e a aplicação das regras são assegurados por uma equipe de arbitragem, composta por dois árbitros principais, mesários e juízes de linhas.

 

Regras Básicas:
Quanto às regras, o mais corriqueiro, em se tratando de esportes adaptados, são as pequenas adaptações em modalidades historicamente tradicionais como o futebol, o voleibol, o basquetebol, o atletismo, a natação, entre outras, para atender às especificidades de cada deficiência. O caso do goalball é diferenciado em relação a estas modalidades. Como visto anteriormente, ele foi criado para atender às características específicas das pessoas com deficiência visual, fato que dificulta o seu entendimento e visualização por pessoas que o desconhecem. Desta feita, essa parte do texto não se prenderá às minúcias da regra, mas tentará clarificar o entendimento e a compreensão do jogo.

Fonte.

Paradesportos: Adevirn é penta regional no goalball feminino
A conquista rendeu vaga ao Brasileiro; a equipe masculina “bateu na trave” e alcançou o terceiro lugar.

O Regional Nordeste de Goalball chegou ao fim – e a anfitriã Adevirn é pentacampeã no feminino.
A equipe, que tem entre suas componentes a atleta Denise Daniele, hoje também na seleção brasileira, venceu as últimas rivais esta manhã no ginásio do Hipócrates Zona Sul em Natal (12 a 2 sobre a Apec) e ficou com o título – o quinto seguido, considerando que a Adevirn não sai do primeiro lugar regional desde 2007 – ; de quebra, as potiguares vão participar da Copa Brasil da modalidade.
A equipe masculina da Adevirn, por sua vez, fez o que estava ao alcance para obter uma das duas vagas para a Copa Brasil mas não deu, “bateu na trave” e conquistou o terceiro lugar após enfrentar o ICP-PB.

Denise Daniele e suas colegas de equipe conquistaram o penta.

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Miss Deficiente Visual: Vendo o mundo com outros olhos.

Poucas situações podem acarretar golpe tão duro à independência pessoal como a cegueira. A perda da visão, sobretudo na idade adulta, é sem dúvida uma experiência traumática. Para alguns pode ser interpretado como o fim da vida, para outros um desafio a vencer.

No último dia 07 de junho um evento movimentou a comunidade, familiares e amigos dos deficientes visuais em Porto Alegre. Trata-se do Miss Deficiente Visual 2011, promovido pela Associação de Cegos do Rio Grande do Sul – ACERGS – no tradicional Chalé da Praça XV localizado no centro da capital.

Foram treze candidatas que desfilaram em trajes de gala para um grupo de jurados formados por jornalistas, apresentadores e empresários. Na passarela as concorrentes foram acompanhadas por Cadetes do Exército, o que deu um charme ainda maior ao evento. O concurso, que terá a final realizada no próximo dia 23 de julho no Rio Grande do Norte, além de chamar a atenção e dar visibilidade para a causa também mostra que a mulher com deficiência visual é autônoma e determinada.

Josiane França foi uma das candidatas do concurso. A jovem de 34 anos perdeu a visão em decorrência de uma meningite há quase quatro anos. Na época ela estava grávida de oito meses e teve que fazer o parto prematuro para iniciar o tratamento contra a doença. O bebê nasceu saudável, mas logo após o parto a doença se agravou. Foram meses internada no hospital, um deles na UTI. Josiane conseguiu se recuperar, mas a doença deixou uma sequela: a perda total da visão. O que para muitos poderia ser visto como uma tragédia, para Josiane a situação foi encarada com muita coragem e determinação. Atualmente a jovem participa de diversos cursos e oficinas promovidos pela ONG Rumo Norte. A instituição além de capacitar pessoas com deficiência para o mercado de trabalho também trabalha a conscientização do empresariado para a inclusão dessas pessoas no quadro funcional das empresas.

Para as pessoas que perdem a visão repentinamente os primeiros meses são os mais difíceis. No processo de adaptação com a nova condição a pessoa passa a vivenciar uma experiência inédita: ter que descobrir e estimular os sentidos remanescentes, reaprender tarefas cotidianas e até mesmo o relacionamento com os familiares que muitas vezes tornasse conturbado.

O fato é que após a perda da visão, cada pessoa passa a fazer uma retrospectiva de vida, revisão de valores, descobertas de habilidades, resgate de conhecimentos e potenciais até então adormecidos. Grande parte da sociedade ainda vê o deficiente visual como o “cego desamparado”. Essa visão distorcida é consequência do despreparo da nossa sociedade para conviver com pessoas que possuem necessidades especiais. Os indivíduos com deficiência visual são, diariamente, confrontados com as limitações que a sociedade lhes coloca. Por mais seguros que possam ser, eles não tem acesso a todos os recursos necessário para levar uma vida independente. As falhas vão desde ruas e semáforos sem sinalização adequada até produtos em lojas e supermercados sem a linguagem em braile. Infelizmente ainda são poucos os estabelecimentos que oferecem acessibilidade aos deficientes.

Enquanto o poder público não toma atitudes incisivas para acabar com a exclusão social, a sociedade civil se reúne por meio de ONG’s, Fundações e Instituições para dar oportunidades aos portadores de deficiência. O Miss Deficiente Visual não é apenas um concurso de beleza, é uma oportunidade para desmistificar a incapacidade do cego e mostrar que auto estima não depende do espelho.

Saint-Exupéry estava certo: “O essencial é invisível aos olhos, só vemos bem com o coração.

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